Publicado por: blogdocorvo | 27 outubro, 2008

Tudo sobre o Halloween.

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Meus filhos teens estudam no melhor curso de inglês da cidade e todo ano é a mesma história: ao término da última aula do mês de outubro, os professores relembram a todos os alunos para participarem da festa de Halloween a ser realizada na noite de 31 de outubro. “Happy Halloween, class!” (“Feliz Halloween, turma!”), conclui o entusiasmado professor.

Anteriormente a festividade era realizada no auditório, mas no ano passado foi no prédio anexo. Uma semana antes do Halloween o mesmo transformou-se em uma casa mal-assombrada, que ficou coberta de plásticos e tecidos pretos e por vários desenhos escabrosos que lhe davam um aspecto de terror.

Será que Halloween é realmente uma festa feliz (“happy”)? Ou será que há ocultismo da pesada nas suas origens? Será que essa festa envolve celebrações fúnebres, consultas aos mortos, louvor à “divindade” da morte e negociatas com entidades do mundo tenebroso? Será que é um evento tão ingênuo como se diz?

A origem do Halloween

O calendário da bruxaria resume-se no relacionamento da “Grande Deusa” (representada pela Lua e que nunca morre) com seu filho, o “Deus Chifrudo” (representado pelo Sol e que a cada ano nasce no dia 22 de dezembro e morre no dia 31 de outubro).[1]

Na roda do ano wicca (bruxaria moderna), o dia 31 de outubro é o grande sabá (festa) de Samhain (pronuncia-se “sou-en”). Nessa época tudo já floresceu e está perecendo ou adormecendo (no Hemisfério Norte): “O sol se debilita e o deus está à morte. Oportunamente, chega o ano novo da wicca, corporificando a fé de que toda morte traz o renascimento através da deusa.”[2]

O que é Samhain? É uma palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”. Os celtas dedicavam esse último dia de outubro para celebrar a “Festa dos Mortos”.

Alto lá! Então, os professores de inglês, ao desejarem um “Happy Halloween!”, estão, na verdade, desejando um “feliz” Samhain? Ou seja, uma “feliz” festa dos mortos? Um “feliz” ano novo da bruxaria? Um “feliz” dia da morte do “Deus Chifrudo”?

Se todo esse pacote é oriundo da religião celta e foi incorporado às doutrinas da bruxaria moderna, então precisamos conhecer mais sobre os celtas.

Os celtas e o culto aos mortos

O que hoje chamamos de Halloween era o festival celta de Samhain, o “Deus dos Mortos”.

É possível rastrear as origens das tribos celtas até a cultura de Túmulos da Idade do Bronze, que atingiu o seu apogeu por volta de 1200 a.C. Contudo, os celtas não figuram como povo distinto e identificável até a época do período de Hallstatt (dos séculos VII a VI a.C.).[3]

Durante o período de Hallstatt, os celtas espalharam-se pela Grã-Bretanha, Espanha e França. O ano novo deles começava no dia 1º de novembro. O festival iniciado na noite anterior homenageava Samhain, “O Senhor da Morte”. Essa celebração marcava o início da estação de frio (no Hemisfério Norte), com menos períodos de sol e mais períodos de escuridão.

Os celtas acreditavam que durante as festividades de Samhain, os espíritos dos seus ancestrais sairiam dos campos gelados e dos túmulos para visitar suas casas e cabanas aquecidas. Os celtas criam que teriam de ser muito receptivos e agradáveis para com os espíritos, pois os bons espíritos supostamente protegeriam suas casas contra os maus espíritos durante aqueles meses de inverno.

Os celtas tinham medo do Samhain. Para agradar-lhe, os druidas, que eram os sacerdotes celtas, realizavam rituais macabros. Fogueiras (feitas de carvalhos por acreditarem ser essa uma árvore sagrada) eram acessas e sacrifícios eram feitos em homenagem aos deuses.[4] Criminosos, prisioneiros e animais eram queimados vivos em oferenda às divindades.

Os druidas criam que essa era a noite mais propícia para fazer previsões e adivinhações sobre o futuro. Essa era a única noite do ano onde a ajuda do “Senhor da Morte” era invocada para tais propósitos.

Um dos rituais para desvendar o futuro consistia da observação dos restos mortais dos animais e das pessoas sacrificadas. O formato do fígado do morto, em especial, era estudado para se fazer prognósticos acerca do novo ano que se iniciava. Essa prática ocultista aparece no Antigo Testamento sendo realizada pelo rei da Babilônia: “Porque o rei da Babilônia pára na encruzilhada, na entrada dos dois caminhos, para consultar os oráculos: sacode as flechas, interroga os ídolos do lar, examina o fígado” (Ezequiel 21.21).

Oh! Então, quando os professores de inglês desejam “Happy Halloween!” à classe, estão indiretamente desejando que seus educandos façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza. E mais: que seus pupilos apaziguem e acalmem os espíritos maus, pedindo proteção aos espíritos bons durante aquele novo ano.

Os principais símbolos do Halloween

Com a migração dos ingleses, e especialmente dos irlandeses, para os Estados Unidos, no século XIX, Halloween foi pouco a pouco tornando-se popular na América.                 

“The Jack O’Lantern” (A Lanterna de Jack).

a) “The Jack O’Lantern” (A Lanterna de Jack)

Esse é o nome daquela abóbora (jerimum, no Norte e Nordeste) esculpida com uma face demoníaca e iluminada por dentro.

Conta-se uma história de que Jack era um irlandês todo errado, que gostava de aprontar com todo mundo e chegou a enganar até o próprio Satanás. Quando Jack morreu, não foi permitida sua entrada no céu, nem no inferno. Satanás jogou para ele uma vela para iluminar seu caminho pela terra. Jack acendeu a vela e a colocou dentro de um nabo, fazendo uma lanterna para si.

Quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontram uma carência de nabos e uma abundância de abóboras. Para manter a tradição durante o Halloween, passaram a utilizar abóboras no lugar de nabos.

     

b) “Apple-ducking [bobbing for apples]” (maçãs boiando)                                           

Esse é o nome de um ritual que foi incorporado às celebrações de Halloween depois que os celtas foram dominados pelos romanos. É uma homenagem a Pomona, a deusa dos frutos e   

das árvores, que era louvada na época da colheita (novembro). Os antigos geralmente a desenhavam sentada em uma cesta com frutos e flores. A maçã era uma fruta sagrada para a deusa.

Maçãs ficavam boiando em um barril com água, enquanto as pessoas mergulhavam seu rosto nela tentando segurá-las com os dentes. Depois faziam adivinhações sobre o futuro, com base no formato da mordida.

c) “Trick or Treat” (Travessura ou Trato)

Dos 15 aos 19 anos de idade vivi nos estados de Indiana e do Tennessee vendo a mesma cena se repetir várias vezes na noite de 31 de outubro. Crianças da vizinhança, fantasiadas de vários monstros, batiam à porta e, ao abrirmos, elas nos indagavam: – “Trick or Treat?”.

Se respondêssemos “trick!”, elas iniciavam uma série de travessuras como sujar a grama em frente da casa com papéis e lixo, jogar ovos no terraço, além de sairem gritando ofensas ingênuas. Respondendo “treat!”, nós lhes dávamos alguns confeitos e elas saíam contentes e felizes em direção à próxima casa.

O que não sabíamos naquela ocasião, mas sei agora, é que aquelas criancinhas simbolizavam os espíritos dos mortos que supostamente vagueavam naquela noite procurando realizar maldades (travessuras) ou em busca de bom acolhimento (bons tratos). Os celtas deixavam comidas do lado de fora das casas para agradar os espíritos que passavam. Ao recebermos aquelas criancinhas ingênuas nas nossas casas, estávamos simbolicamente realizando negociatas com principados e potestades do mundo tenebroso, da mesma forma que os celtas faziam na Antigüidade.

Algumas pessoas afirmam que a tradição de “trick or treat” não retrocede aos celtas, sendo mais recente, introduzida pela Igreja Católica européia no século IX. Na noite anterior ao “Dia de Todos os Santos” (1º de novembro) alguns mendigos iam de porta em porta solicitando “soul cakes” (bolos das almas) em troca de rezas pelas almas dos finados daquela família. Quanto mais bolos recebiam, mais rezas faziam.                       

Como uma festividade pagã em honra ao “Senhor da Morte” e celebrada em memória à morte do “Deus Chifrudo” foi se infiltrar na Igreja Católica Romana?

A Igreja Católica passa a chamar a festa de Hallowe’en

Como uma festividade pagã em honra ao “Senhor da Morte” e celebrada em memória à morte do “Deus Chifrudo” foi se infiltrar na Igreja Católica Romana?

Em 43 d.C., os romanos dominaram os celtas e governaram sobre a Grã-Bretanha por cerca de 400 anos. Assim, os conquistadores passaram a conviver com os rituais dos celtas.

Durante séculos, a Igreja Católica Romana celebrava “O Dia de Todos os Mártires” em 13 de maio. O papa Gregório III (papado de 731-741), porém, dedicou a Capela de São Pedro, em Roma, a “todos os santos” no dia 1º de novembro. Assim, em 837, o papa Gregório IV introduziu a festa de “Todos os Santos” no calendário romano, tornando universal a sua celebração em 1º de novembro. A partir de então deixou-se de celebrar o “Dia dos Mártires” em maio.

Na Inglaterra medieval esse festival católico ficou conhecido como “All Hallows Day” (“Dia de Todos os Santos”). A noite anterior ao 1º de novembro era chamada “Hallows Evening”, abreviada “Hallows’ Eve” e, posteriormente, “Hallowe’en”.

Mais de um século após instituir o “Dia de Todos os Santos”, a Igreja Católica, através da sua Abadia de Cluny, na França, determinou que o melhor dia para se comemorar o “Dia dos Mortos” era logo após o “Dia de Todos os Santos”. Assim, ficou estabelecido o “Dia de Finados” no dia 2 de novembro.

Para a Igreja Católica, a noite de “Hallowe’en”, o “Dia de Todos os Santos” e o “Dia de Finados” são uma só seqüência e celebram coisas parecidas – a honra e a alma dos mortos! O catolicismo tenta fazer o “cristianismo” e o paganismo andarem de mãos dadas!

Conclusão

Meus queridos professores de inglês, o que há de tão “happy” no Halloween? Onde está a suposta felicidade transmitida pela festa de Samhain? Pessoalmente, não consigo enxergar nada além de trevas espirituais.

Para quem não sente prazer com o sofrimento, “divertida” é uma palavra pouco apropriada para descrever a festa de Samhain, marcada pela angústia, pelo medo, pela depressão, além das piores crueldades e contatos com um mundo espiritualmente tenebroso. Nem os celtas simpatizavam com a festa de Samhain.

O Halloween é uma algolagnia* que leva as crianças a se familiarizarem com o sadismo cândido da infância e desperta o que existe de pior dentro de cada adolescente. É o avesso das relações sociais equilibradas! É a fusão com a distorção de valores do mundo cão, onde seus participantes tornam-se vítimas espiritualmente impotentes!

O profeta Isaías nos adverte: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8.19-20). Meu querido leitor, a opção é sua: consultar aqueles que tagarelam e consultam mortos e adivinhos ou confiar no que diz a Lei do Senhor.

A Bíblia é clara na opção que devemos seguir: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus” (Deuteronômio 18.10-13).

Estamos vivendo em tempos de perversão coletiva, onde a face enganosa de Satanás se manifesta algumas vezes de forma descarada, mas muitas vezes sutilmente e camuflada por trás de um ingênuo “Happy Halloween!”. Que Deus nos livre do mal. Amém. (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa – http://www.chamada.com.br)

 

Bibliografia:

  1. Mistérios do Desconhecido: Bruxas e Bruxarias. Time-Life Books Inc. Edição em língua portuguesa publicada pela Abril Livros Ltda, Rio de Janeiro, RJ, 1994, página 123.
  2. Idem.
  3. Grimassi, Raven, Os Mistérios Wiccanos (Antigas Origens e Ensinamentos). Editora Gaia Ltda. São Paulo, SP, 2000, página 24.
  4. Id., página 170.

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Responses

  1. eu uero simbolos

  2. A motivação sobre a festa halloween é a mesma de finados, para quem não sabe. A Igreja, ao instituir o feriado de finados, seguiu um costume muito antigo que dizia respeito ao exorcismo. A festa dos mortos significa um dia por ano dedicado à purificação espiritual das casas e cidades. Um modo de se homenagear os mortos e de ajudar tanto as almas ‘presas ao corpo’ como os parentes que ainda lamentassem a perda de alguém. Assim, celebrava-se simbolicamente a procissão dessas almas, homenageando-as e as guiando para o mundo divino. A homenagem é feita pelos fiéis, pela colocação de flores nos túmulos, e na missa o padre as ‘guiava’ liturgicamente. Nada há de misterioso, negativo ou satanico nisso. “Halloween” é uma contração da língua inglesa para a expressão “all hallow’s eve” que significa apenas ‘Véspera de Todos os Santos’ (31/10) e apenas é celebrada de modo diferente ao da cultura católica. A consulta a uma boa enciclopédia trará mais luz ao assunto. A propósito, a leitura de volumes de uma boa enciclopédia católica ou das religiões também vai demonstrar, pelos doutores da Igreja, que a Igreja Católica segue as quatro festas ditas “pagãs”, por alguns extremistas, que são cebradas em datas religiosas. Senão, vejamos: há duas celebrações de solstício e duas de equinócio, que são fenômenos da natureza, e não “coisas do diabo”. A consulta a um bom dicionário diz: * equinócio – período do ano em que o sol cruza o equador e o dia e a noite têm a mesma duração. * solstício – período do ano em que o sol encontra-se o mais distante possível do equador apesar de haver ainda muito sol. O solstício do verão começa com o dia mais longo do ano e o solstício do inverno com a noite mais longa. Que períodos são esses? Há 2 solstícios e 2 equinócios. Equinócio Vernal (21/03) – ou Semana Santa, em data mais próxima. Equinócio Outonal (21/09) – ou Dia de Todos os Santos e Finados. Solstício de Verão (21/06) – ou Corpus Christi, em data próxima – como é feriado móvel, insituiu-se também o Dia do Sagrado Coração de Jesus como celebração fixa em 22/06. Solstício de Inverno (21/12) – Natividade, ou Natal. Tanto o catolicismo segue os solstícios e equinócios que o primeiro concílio geral da Igreja, o de Nicéia, no ano 325, determinou que a Páscoa cristã seria celebrada no domingo seguinte à primeira Lua cheia após o equinócio da primavera do hemisfério Norte (21 de março). A multiplicidade de crenças supersticiosas é um fenômeno particular do Brasil, como resultado da diversidade cultural de suas influências (européia, africana e indígena), mas resulta igualmente em um fértil campo para a crendice popular e a superstição. O melhor remédio contra isso ainda é a consulta a uma boa biblioteca. Abraços e obrigado por lerem meu comentário.

  3. Quando meu filho estava com 7 anos me fez comprar uma mascara muito feia para usar no Halloween da escola. Passados dois ou tres dias ele me acordou a noite e disse que nao conseguia dormir direito desde que comprou a mascara. Ela estava no guarda-roupas dele. Entao eu sugeri a ele que a desse a alguem e ele imediatamente relutou e disse-me que era preciso destrui-la. Entao, como era noite eu sugeri que ele a jogasse no lixo reciclavel. Ele discordou. Tive que destrui-la com uma tesoura. Nunca mais ele quis saber de Haloween. Depois eu fui pesquisar e soube que haloween nao e nada bom. E muito errado uma crianca ameacar os outros com travessuras se nao lhes der um doce. Isto e uma imposicao. Nao podemos criar nossos filhos desta forma, impondo regras aos outros. Ou isto ou aquilo para uma pessoa que esta quieta em sua casa. Nao deixo minha filha de 8 anos participar disto. Expliquei bem a ela, mas os amigos do predio vem pedir e nos damos. O Povo de Deus nao forca ninguem a fazer o que nao quer. Aprender, desde crianca, a obrigar os outros a fazerem o que nao querem e um pessimo ensinamento para a vida adulta.

  4. Af ‘ Cada um com sua opinião . As crianças não fazem a minima ideia do que é ”Samhain”, as crianças se interessam pelos doces que lhe oferecem e não por essas baboseiras de que ” Happy Halloween” significa ”Feliz Samhain” . Mas como eu disse, cada um com sua opinião ‘-‘ .

  5. O que vale é a intenção, se vc sai pra se divertir em um dia de halloween, vc não está pecando ou a favor de um “deus chifrudo”, está só participando de uma festa como qualquer outra, apenas para ser feliz, como por exemplo um show de algum cantor q goste: haverá pessoas se drogando e tudo mais, mas é vc quem decide o que deve ou não fazer e se a real intenção for boa, se esta for não fazer nada de errado, seguir seu caráter, não tem nada demais. Ao menos é assim que penso.

  6. e muita coisa

  7. Muiito obg por ter me ajudado!

  8. o halloween é super maneiro maqs da medoo

  9. eu gosto muito do halloween eu adoro halloween é muito importante pra mim!!!

  10. o dia do halloween o e muito bom

  11. o dia das bruxas e muito legal porque da para assustar as pessoas e pedir doces ou gostosursas e o halloween e muito importante

  12. o halloween nao e nada de bom muitos desenhos mundanos sabem disso ,por que nos cristaos nao sabemos


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